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domingo, 19 de janeiro de 2014

Ode à um coração

Eu tinha um coração
Ele costumava ser puro
Costumava ser cheio de amor
Apaixonava-se com facilidade
Amava com intensidade

Era um coração quente
Um coração destemido
Deixava-se ganhar por qualquer sorriso
E se conquistar por qualquer olhar

Pobre coração, apanhou tanto
Descobriu que sorrisos podem ser falsos
E que olhares podem mentir

Pobre coração, se feriu tanto
Aprendeu que ser destemido é perigoso
Que confiar podia ser o seu fim

Coração tolo, confiou demais em sorrisos falsos
Se doou demais à olhares vis

Coração Idiota, não resistiu  aos ferimentos
Sucumbiu às decepções
Esfriou e se tornou gelo
Se tornou frio e inóspito

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